Quando abri minha mente para vivenciar o Agile muitas coisas boas aconteceram em minha vida. Oportunidades na carreira, novos aprendizados técnicos, novas formas de trabalho, networking com pessoas fantásticas, enfim… Poderia passar horas e horas falando!

Como já citei em outro postvivenciando o Agile eu descobri o quanto esses valores e princípios faziam sentido não só no trabalho, mas na minha vida como um todo. Por isso mais uma vez, licença poética senhores criadores do Manifesto Ágil, esta é a minha adaptação dos 12 Princípios do Manifesto Ágil, que respeitosamente divido com vocês:

1. A prioridade é você (Prioridade em satisfazer o cliente)

Relaciono o primeiro princípio, com a pessoa mais importante aqui: Você! Pareceu meio egoísta? Calma, eu explico! Convido você a pensar: Quem pode ser melhor para você do que você mesmo? Quem melhor do que você, para fazer as suas próprias escolhas? Para decidir o seu caminho? Já ouviu falar que para amarmos plenamente alguém precisamos aprender a nos amar primeiro? É disso que eu estou falando. Direcionar o foco para você, ao invés de se colocar em segundo ou terceiro plano. Tudo aquilo em que colocamos foco flui, então por que não direcionar o melhor da sua energia para você? E assim, tendo consciência de que está fazendo o melhor que pode para si mesmo, poder fazer o melhor para quem você ama?

2) Adapte-se (Mudanças são bem-vindas)

Sabemos que a única constante do universo é a mudança, então por que resistir? Endurecer e tentar não aceitar o que não podemos controlar nos traz desgaste e frustração. Aqueles que conseguem se adaptar mais rapidamente, conseguem viver com mais leveza, preocupando-se menos com o que é desnecessário. A flexibilidade é uma característica importantíssima que todos nós, em certo tempo da vida deveríamos desenvolver. No trabalho, na vida pessoal ou espiritual. Em toda a parte. Pegar aquele velho baú de crenças que trazemos da infância – que pesa pra caramba – e revirar, a fim de encontrar algo que ainda sirva nos dias atuais. Revisar aquela carranca que aparece em nossa mente dizendo “eu sempre fui assim” e questioná-la: por que eu não posso mudar? Hum? Por que? Por que? Por que?

3) Comprometa-se (Entregar frequentemente)

Comprometa-se com algo que quer alcançar e divida essa conquista em pequenos espaços de tempo. Estabeleça pequenos marcos. A ideia é “dividir para conquistar” e que cada marco represente de fato uma conquista palpável. Ao longo de um ano, por exemplo, você terá feito vários pequenos e mensuráveis progressos! Eu vou demonstrar uma ideia legal para você fazer isso em um próximo post, utilizando uma ferramenta de Coaching. Prometo!

4) Seja aglutinador (O pessoal de negócio e os desenvolvedores devem trabalhar juntos)

Ser aglutinador não quer dizer reunir e favorecer aqueles com quem você têm afinidades. Uma das coisas que mais vejo por aí e que foi um dos motivos pelos quais direcionei minha carreira ao Coaching são pessoas que ainda não encontraram o seu lugar. Pessoas que não se sentem parte de onde estão, seja na empresa, na escola, no bairro ou em outros grupos sociais. Uma das principais necessidades humanas é a de pertencimento, o que o 4° princípio me remete é a importância da participação das pessoas nos grupos, no sentido em que elas não só estejam ali, mas se sintam parte.

Ser aglutinador é ouvir cada uma dessas pessoas na essência, respeitar as individualidades de cada um, apoiar a todos igualmente e garantir que todos tenham voz e vez.

5) Confiança gera gratidão (Construa os projetos com pessoas motivadas)

E esse é o início de uma corrente sustentável. Convido você agora a se lembrar de um grande voto de confiança que recebeu na vida. Algo que fez a diferença para você. Aquela pessoa talvez não precisasse ter sido tão bacana, mas foi e isso pode ter modificado alguns passos da sua trajetória. Com isso você se sentiu bem, se sentiu grato, valorizado. Quando nos sentimos valorizados, queremos oferecer o melhor de nós.

Acredito que desenvolver a confiança e a gratidão, seja em casa ou no trabalho pode promover uma profunda mudança no clima desses ambientes.

Nas empresas, em especial, penso que líderes que fomentam e lideram pelo exemplo da confiança, contagiam as atitudes dos profissionais com quem trabalham. Assim, a tendência é que, não haja motivos para inseguranças, se promova a criatividade e ainda mais a colaboração, porque todos estão seguros de que errar faz parte do processo de aprendizagem e de que não é preciso competir.

6 ) Seja transparente (Conversa cara a cara)

Não tenha medo de ser previsível. Demonstrar algumas de suas fragilidades não diminui suas capacidades. Admitir algo é passar a ter poder sobre esse algo.

Não tente se esconder atrás de uma imagem que não é você, para que os outros o aceitem ou respeitem. Todas as máscaras caem, mais cedo ou mais tarde e isso não o pior. O pior é você passar a vida sendo amado ou odiado por uma imagem que na verdade nem é sua verdadeira essência.

7. Qual é a sua medida de sucesso(Software funcionando é a principal medida de progresso) Já parou para pensar? Você é daqueles que se compara aos outros? Quer estar “tão bem quanto A ou B?”. Sucesso para você é ter dinheiro? É viver em paz? É ter aqueles que ama por perto? É ser popular? É ter um cargo importante? É ter vários subordinados? É estar em uma grande corporação? É montar seu próprio bar na praia? É viver viajando?

Por que tantas perguntas, Cris? Simples: refletindo sobre o que é sucesso para você, fica bem mais fácil de saber o quanto dele você já alcançou. : )

Quanto sucesso você já alcançou na vida?

8. Não queira abraçar o mundo (Ritmo constante)

Mesmo que você acredite que consiga. Um dos nossos erros mais comuns é ter picos de energia e quedas bruscas de motivação ao longo de um projeto. Os picos de energia ocorrem porque quando estamos empolgados com algo, várias ideias surgem. Quando não conseguimos direcionar o nosso foco a uma coisa de cada vez, nossa energia vai se dissipando rapidamente e quando menos esperamos nos sentimos esgotados, sem ter de fato realizado muita coisa. O que fazer então? Em primeiro lugar, saber dizer não para as coisas que não são tão importantes. Depois, tentar mirar em uma coisa de cada vez.

9. Quanto melhor você se conhecer… (Atenção contínua à excelência técnica)

Quanto melhor você se conhecer, mais você será capaz de se potencializar, lidar com seus próprios conflitos e se reinventar. Consequentemente, melhor lidará com as outras pessoas. Simples assim.

10. Encontre beleza na simplicidade (Simplicidade)

É fácil? Não! Hoje em dia então, vixi! Arrisco dizer que o que torna esse encontro mais difícil é o nosso enorme apego a tudo o que está ao nosso redor: as velhas ideias, aos velhos costumes, às velhas crenças, aos nossos carros, eletrônicos, tecnologias, roupas, eletrodomésticos, objetos e tudo mais que a “modernidade” oferece para o nosso “deleite”. Esse conjunto de coisas e o que precisamos fazer para obtê-las/mantê-las cria um enorme ciclo de ansiedade e frustração. Não conseguimos nos enxergar direito e nem enxergar o outro, prejudicando nossas relaçõesnossa capacidade de contemplação, de relaxamento e por que não dizer, de discernimento.

“A simplicidade é o último grau da sofisticação – Leonardo da Vinci”

Mas como ver beleza nas coisas simples, então? Bem, cada um de nós tem uma medida e não há uma receita pronta, mas vou contar para vocês o meu segredinho! Sempre que eu posso, antes do trabalho, no intervalo do almoço ou ao final da tarde eu sento em um parque e fico ouvindo o canto dos pássaros. É uma das coisas que eu mais amo fazer na vida, isso me confere uma sensação única de paz e conexão com o melhor Universo.

Durante muito tempo passei apressada pelas árvores, com a cara enfiada em meu telefone e sequer notei a presença dessas maravilhosas criaturas ali. Hoje eu contemplo não só a sombra, como a música que recebo gratuitamente.

11. Dê autonomia (As melhores arquiteturas, designs e requisitos surgem de times auto organizáveis).

Em todos os sentidos, no trabalho, em casa, deixe as pessoas descobrirem as melhores formas de fazer as coisas e encontrarem suas próprias soluções. Abandone aquela crença de que “se quer bem feito faça você mesmo”, esse é um pensamento que te acorrenta e além disso impede que outras pessoas ao seu redor evoluam. Mas lembre-se: autonomia vem com responsabilidade, é um pacote completo, ganhou um, leva o outro.

12. De tempos em tempos, pergunte se ainda faz sentido (O time reflete sobre o seu trabalho, em intervalos regulares). Tudo. Seu emprego, suas relações, a forma como você vem levando a vida. Pergunte. Reflita. E se a resposta for não, volte a perguntar: o que eu poderia fazer para mudar essa situação? Por fim, não fique parado!

E você, se identifica com algum desses 12 itens que descrevi? 😉